sexta-feira, 18 de junho de 2010

...prá pensar.


The road is long
A estrada é comprida
With many winding turns
Com muitas curvas difíceis
That leads us to
Que nos leva a
Who knows where, who knows where
Quem sabe onde, quem sabe onde

But I'm strong
Mas eu sou forte
Strong enough to carry him
Forte o bastante para carregá-lo
He ain't heavy, he's my brother
Ele não é um peso para mim, ele é meu irmão

So on we go
E assim continuamos
His welfare is my concern
O bem-estar dele é problema meu
No burden is he to bear
Ele não é nenhuma carga para mim
We'll get there
Nós chegaremos lá

For I know
Pois eu sei
He would not encumber me, oh no.
Ele não seria um estorvo para mim, oh não
He ain't heavy, he's my brother
Ele não é um peso para mim, ele é meu irmão

If I'm laden at all
Agora, se estou realmente sobrecarregado
Then I'm laden with sadness
Então estou sobrecarregado de tristeza
That everyone's heart
(De saber) que o coração de todo mundo
Isn't filled with gladness
Não está cheio de gratidão
Or love for one another
Ou de amor, um pelo outro

It's a long, long road
É uma estrada muito comprida
From which there is no return
Da qual não há retorno
While we're on the way to there
E enquanto estamos indo para lá
Why not share?
Por que não partilhar?

And the load
E a carga (dele)
Doesn't weigh me down at all
Não vai me pesar de jeito algum

He ain't heavy, he's my brother
Ele não é um peso para mim, ele é meu irmão.

Bill Medley - He ain´t heavy, he´s my brother

domingo, 13 de junho de 2010

Brothers and sisters...



Não existe idade para ser feliz...e ninguém é feliz sozinho.
Meu coração só é feliz na coletividade.

Sozinha eu sou ninguém, mas perto de quem eu amo me transformo em multidão.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Mar Português


Ah, Portugal...
Quanto da minha nostalgia vem de você?


MAR PORTUGUÊS

Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!

Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.

Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.

Fernando Pessoa

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Zé


Era uma vez uma menina, em seus 14, 15 anos. Essa menina tinha uma pulseira preta de rebites. Foi seu primeiro acessório "punk", uma pulseira de rebite.
Essa pulseira chamou a atenção de um menino, pouca coisa mais velho. Eles não se conheciam, mas ele a chamava de "a menina da pulseira".
Inevitavelmente, eles se conheceram. Inevitavelmente, tornaram-se amigos. Inevitavelmente, tornaram-se os melhores amigos.

Fizeram de tudo juntos. Descobriram toda a adolescência juntos.
Dentro do Opala bege do menino, eles se divertiram, e ouviram muito rock and roll.
Dentro do Opala bege do menino, fizeram planos, e falaram mal dos outros, e riram e riram.
Dentro do Opala bege do menino eles ganharam o mundo e mais, ganharam um ao outro.
Eles dançaram, e cantaram, e brigaram, e dançaram de novo...

Os anos passaram e eles cresceram. O menino foi viver sua vida em Londres.
A menina foi despedir-se dele no aeroporto.
(...durante muitos anos ela achou que essa teria sido a última vez que ela havia, realmente, o visto).

Ele viveu a vida dele em Londres.
Ela viveu a vida dela em São Paulo.
Muitos anos se passaram.

De repente, ele ficou doente, lá em Londres.
A menina não sabia o que havia acontecido, mas ele ficou doente.
Ele voltou ao Brasil, muito doente.
Ela não sabia o que ele tinha, o amigo dela.
Mas não era mais ele.
Ao menos, assim ela pensou : "Esse não é o meu amigo".

Ela se sentiu egoísta, mas a verdade é que ela se sentiu sozinha.
"Como assim? O seu amigo voltara, mas não era mais ele!"

E ela guardou aquela imagem do aeroporto como sendo a última vez que vira o seu amigo.
E ela alimentou essa imagem e sentiu saudades daquela risada sarcástica do seu amigo.

O menino e a menina se viam de vez em quando mas, a menina não sabia porque, aquele não era mais ele.
E ela, no seu íntimo, se culpava por não estar lá, do lado dele.
Mas simplesmente, para ela, não era mais ele.

Outros anos se passaram.
Alguma coisa aconteceu de novo.
A menina não sabe bem o que, mas a verdade é que o menino voltou a ser ele mesmo. Talvez os remédios tenham acabado, talvez tudo tenha se assentado, talvez os santos tenham resolvido perdoá-la, mas a verdade é que a menina, novamente, reconheceu o menino.

"Ele voltou!" - pensou a menina.
Tudo voltou.

O laço, o prazer, o reconhecimento.
Nada havia se perdido.

"O meu amigo voltou" - pensou a menina.

Quem tem, nessa vida, o privilégio de, em dois momentos distintos, encontrar o seu melhor amigo?

Pois a menina teve esse privilégio.
E ela não deixou essa chance escapar.
Não de novo.

Ele realmente voltou. O humor negro dele está lá de volta, e a risada sarcástica, e tudo...e tudo!
Ela está encantada!

E ela não vai deixar ele escapar de novo.

Ela sempre vai vê-lo. Eles agora se vêem sempre.
Ela somente toca a campainha e, quando ele atende, ela diz : "Sou eu".
E ele corre para abrir a porta, rindo...

sábado, 10 de abril de 2010

If man is five, and the devil is six...then God is seven!


Eu tenho a sorte de ter grandes amigas.
Dentre elas, algumas são mais que amigas.
E ainda, dentre essas, uma me foi apresentada como irmã. Ela não nasceu na minha casa, mas a apenas duas casas distante da minha. Eu a conheço desde que ela nasceu e diferente de irmãs de sangue, estamos juntas até hoje porque assim escolhemos. Nenhum laço de sangue nos obrigou a isso, nenhuma festa de família nos une.
Estamos juntas porque queremos.

Essa minha amiga está grávida de seu segundo filho. Eu o chamei de João, sem ao menos saber se era um menino. Agora sei ser um menino, e eu o chamo de João. O João (que eu não sei se terá esse nome) é irmão do Pedro. Eu o quero bem. Eu quero bem ao Pedro. Eu quero bem ao pai do Pedro e do João.
Eu quero bem a todos os que fazem parte da vida dela.

Ontem fiquei sabendo que minha amiga foi internada, por causa de uma infecção. Nada grave, mas ainda assim ela teve que ser internada.
Falei com ela dois dias antes e ela comentou sobre essa possibilidade.
Quando liguei para ela no dia seguinte, a ligação caiu na caixa postal e eu deixei recado. Ela já estava internada e eu não sabia.
Ontem liguei de novo, ela atendeu e me contou que estava no hospital.
Eu disse a ela que iria ao hospital e ela me disse que não precisava.

Antes do dia acabar, fiquei pensando em como somos diferentes.
Se eu estivesse internada, eu teria ligado para ela e feito de tudo para que ela fosse me ver no hospital.
Ela não me ligou e como sempre, disse que ir visitá-la seria uma chateação e que eu não precisava fazer isso.

Ontem foi sexta feira e choveu o dia todo. À noitinha fomos todos visitá-la no hospital. Claro que pegamos um trânsito infernal e demoramos um monte para chegar.

Minha amiga riu, porque tinha certeza que eu iria.
Se eu estivesse internada, ela iria também.

Somos tão diferentes mas caminhamos, durante toda a nossa vida, sobre o mesmo trilho.
Nossas pegadas, muitas vezes, se confundem.

E não havia nada que eu pudesse fazer a não ser ir vê-la. Mesmo não sendo nada grave não pensei, nem por um segundo, em não ir vê-la.

Porque caminhamos sobre o mesmo trilho e quando há nuvens sobre a cabeça dela, há nuvens sobre a minha também.

domingo, 4 de abril de 2010

A calçada do outro lado, a rua de trás.


It´s a long way, it´s a long way...

Muito tempo longe, meio sem tesão de escrever.
É tanta coisa que se passou, e outras tantas que ocorreram só na minha cabeça...outras sobre as quais quis escrever mas simplesmente não escrevi.
Bobagem minha, mas por um momento perdi o tesão. Eu fui fiel à perda dele e não escrevi.

Dona Eugênia morreu e sua morte me fez pensar. Ninguém é o que a gente pensa que ele é, ou ao menos ninguém é só aquilo que a nossa ridícula forma de pensar imagina que ele seja.
Eu fico rotulando as pessoas, e tento fugir de rotulá-las e me pego rotulando-as e rotulando-as e o meu tentar ínfimo não serve de nada.
Pois quando a Dona Eugênia morreu eu presenciei uma cena tão bonita, de um cavalheirismo tão grande, e ao mesmo tempo uma cena de tamanha fragilidade que me emocionou. Dela não me esqueço jamais. E realmente, as pessoas são mais do que simplesmente o que vêmos. Quando as vêmos, usamos olhos rasos.
É necessário aprofundá-los.

Fui para Pira e como sempre, corri em Pirassununga. Busco sempre o conforto (o que é um péssimo hábito meu) e corri pelas ruas conhecidas, onde os cachorros não me perseguem e onde a quilometragem me é conhecida.
Hoje, não sei porque, mudei de trajeto. Fiz um longo caminho, nunca antes feito. E fui tomada por uma energia extra, guardada sei lá onde para ser usada em momentos assim, suponho. E as músicas do meu Ipod tocaram de uma forma diferente, e a mim me pareceu que eram outras músicas.
E nesse trajeto novo encontrei, logo cedo, um amigo que não via há muito tempo.
Ele sorriu e acenou e eu fiz o mesmo. Não o via há anos e a cada vez que eu fazia o mesmo trajeto, eu perdia a chance de vê-lo. Pois hoje, ao aceitar a mudança, eu o vi. E fiquei muito feliz, por vê-lo tão bem. E gritei um "Que legal te ver!" que foi muito genuíno, porque era a pura verdade, o espelho real dos meus sentimentos naquele momento.

Ganhei de um irmão um livro sobre o Caetano Veloso. O livro era dele e não é novo.
Ele me mandou porque me ouviu dizendo que, assim como o Roberto Carlos tem a Hebe Camargo, o Caetano tem a mim. Eu sou a Hebe Camargo do Caetano.
E meu irmão me mandou o livro, e eu o li no final de semana.
O cara é chato, o cara é narcisista, o cara é genial.
O cara fez algo como "Transa", que tira meus pés do chão e nocauteia o meu coração, durante toda a audição. Me sinto assim durante a execução das sete músicas do disco.
Me sinto assim na maioria das vezes que o ouço cantar, na maioria das músicas.
É como se estivesse ouvindo-as pela primeira vez e a cada vez, elas soam diferente.
(...nine out of ten movie stars make me cry, I´m alive!)
Ninguém é só isso, ou só aquilo.

Muitas vezes eu me pego, por puro conforto ou até receio, querendo ser só isso ou só aquilo.
Mas todas as vezes que eu me permito ser algo diferente daquilo que presumi ser, eu me deparo com sensações deliciosas e, internamente, me felicito.

Meu destino pode ser fazer igual.
Mas meu desafio eterno é tentar fazer diferente.
Ver diferente, escrever diferente, amar diferente.
Deixar que o vazio no estômago não me assuste, mas me impulsione.
E talvez assim, ter mais sensações como a que tive hoje. E assim quem sabe eu possa gritar mais vezes, até mesmo para mim mesma : "Que legal te ver".

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Braços abertos



Quando as palavras são desnecessárias...