domingo, 12 de setembro de 2010

Paz, saúde e harmonia!



Daqui prá frente, quero fazer como eles. Sempre!
Só quero sorrisos na minha vida. Sorrisos quentes e coloridos.

That´s it!

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

João e os ipês amarelos


O João vai chegar essa noite.
Ele vai nascer essa madrugada, da barriga da minha amiga mais antiga. Ele vai nascer da barriga de uma pessoa a quem conheço e amo há 38 anos. Uma pessoa a quem eu considero uma irmã. Portanto, é natural que o João seja sentido, por mim, como alguém que é sangue do meu sangue.

O mês de Agosto é um mês bastante especial para mim.
É o mês de aniversário de várias pessoas especiais para mim. É o mês de aniversário do meu casamento.
É também aniversário, inclusive, da mãe do João.
E é também o mês de aniversário da cidade onde nasci.

O mês de Agosto é o mês de florada dos ipês amarelos. São as minhas árvores favoritas. De longe, são as árvores mais bonitas do mundo!
Estive perto de várias delas esses últimos dias.
Estive em Pirassununga, a cidade onde nasci, e ela estava coalhada de ipês amarelos.

Tive a oportunidade e a sorte de aplaudir suas flores maravilhosas, e aplaudi também o espetáculo de cor que, para mim, representa energia e vida. Os ipês amarelos me deixam feliz.

Não há como negar a coincidência. O João vai chegar no mês da florada dos ipês amarelos. Chega a ser emblemático.

Os ipês amarelos vão, daqui em diante, me lembrar da chegada do João.
E a cada Agosto, com sua florada de ipês amarelos, o João vai florescer também, se transformando no menino amado e especial que eu sei que ele será. E depois, no homem amado e especial que eu sei que ele será.

Só tenho amor pelo João e só posso desejar amor para ele.
Que eles sejam feitos só de amor : seus pais, seu irmão e o João, esse ipezinho amarelo.


(Ao João, com amor)

sexta-feira, 18 de junho de 2010

...prá pensar.


The road is long
A estrada é comprida
With many winding turns
Com muitas curvas difíceis
That leads us to
Que nos leva a
Who knows where, who knows where
Quem sabe onde, quem sabe onde

But I'm strong
Mas eu sou forte
Strong enough to carry him
Forte o bastante para carregá-lo
He ain't heavy, he's my brother
Ele não é um peso para mim, ele é meu irmão

So on we go
E assim continuamos
His welfare is my concern
O bem-estar dele é problema meu
No burden is he to bear
Ele não é nenhuma carga para mim
We'll get there
Nós chegaremos lá

For I know
Pois eu sei
He would not encumber me, oh no.
Ele não seria um estorvo para mim, oh não
He ain't heavy, he's my brother
Ele não é um peso para mim, ele é meu irmão

If I'm laden at all
Agora, se estou realmente sobrecarregado
Then I'm laden with sadness
Então estou sobrecarregado de tristeza
That everyone's heart
(De saber) que o coração de todo mundo
Isn't filled with gladness
Não está cheio de gratidão
Or love for one another
Ou de amor, um pelo outro

It's a long, long road
É uma estrada muito comprida
From which there is no return
Da qual não há retorno
While we're on the way to there
E enquanto estamos indo para lá
Why not share?
Por que não partilhar?

And the load
E a carga (dele)
Doesn't weigh me down at all
Não vai me pesar de jeito algum

He ain't heavy, he's my brother
Ele não é um peso para mim, ele é meu irmão.

Bill Medley - He ain´t heavy, he´s my brother

domingo, 13 de junho de 2010

Brothers and sisters...



Não existe idade para ser feliz...e ninguém é feliz sozinho.
Meu coração só é feliz na coletividade.

Sozinha eu sou ninguém, mas perto de quem eu amo me transformo em multidão.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Mar Português


Ah, Portugal...
Quanto da minha nostalgia vem de você?


MAR PORTUGUÊS

Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!

Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.

Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.

Fernando Pessoa

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Zé


Era uma vez uma menina, em seus 14, 15 anos. Essa menina tinha uma pulseira preta de rebites. Foi seu primeiro acessório "punk", uma pulseira de rebite.
Essa pulseira chamou a atenção de um menino, pouca coisa mais velho. Eles não se conheciam, mas ele a chamava de "a menina da pulseira".
Inevitavelmente, eles se conheceram. Inevitavelmente, tornaram-se amigos. Inevitavelmente, tornaram-se os melhores amigos.

Fizeram de tudo juntos. Descobriram toda a adolescência juntos.
Dentro do Opala bege do menino, eles se divertiram, e ouviram muito rock and roll.
Dentro do Opala bege do menino, fizeram planos, e falaram mal dos outros, e riram e riram.
Dentro do Opala bege do menino eles ganharam o mundo e mais, ganharam um ao outro.
Eles dançaram, e cantaram, e brigaram, e dançaram de novo...

Os anos passaram e eles cresceram. O menino foi viver sua vida em Londres.
A menina foi despedir-se dele no aeroporto.
(...durante muitos anos ela achou que essa teria sido a última vez que ela havia, realmente, o visto).

Ele viveu a vida dele em Londres.
Ela viveu a vida dela em São Paulo.
Muitos anos se passaram.

De repente, ele ficou doente, lá em Londres.
A menina não sabia o que havia acontecido, mas ele ficou doente.
Ele voltou ao Brasil, muito doente.
Ela não sabia o que ele tinha, o amigo dela.
Mas não era mais ele.
Ao menos, assim ela pensou : "Esse não é o meu amigo".

Ela se sentiu egoísta, mas a verdade é que ela se sentiu sozinha.
"Como assim? O seu amigo voltara, mas não era mais ele!"

E ela guardou aquela imagem do aeroporto como sendo a última vez que vira o seu amigo.
E ela alimentou essa imagem e sentiu saudades daquela risada sarcástica do seu amigo.

O menino e a menina se viam de vez em quando mas, a menina não sabia porque, aquele não era mais ele.
E ela, no seu íntimo, se culpava por não estar lá, do lado dele.
Mas simplesmente, para ela, não era mais ele.

Outros anos se passaram.
Alguma coisa aconteceu de novo.
A menina não sabe bem o que, mas a verdade é que o menino voltou a ser ele mesmo. Talvez os remédios tenham acabado, talvez tudo tenha se assentado, talvez os santos tenham resolvido perdoá-la, mas a verdade é que a menina, novamente, reconheceu o menino.

"Ele voltou!" - pensou a menina.
Tudo voltou.

O laço, o prazer, o reconhecimento.
Nada havia se perdido.

"O meu amigo voltou" - pensou a menina.

Quem tem, nessa vida, o privilégio de, em dois momentos distintos, encontrar o seu melhor amigo?

Pois a menina teve esse privilégio.
E ela não deixou essa chance escapar.
Não de novo.

Ele realmente voltou. O humor negro dele está lá de volta, e a risada sarcástica, e tudo...e tudo!
Ela está encantada!

E ela não vai deixar ele escapar de novo.

Ela sempre vai vê-lo. Eles agora se vêem sempre.
Ela somente toca a campainha e, quando ele atende, ela diz : "Sou eu".
E ele corre para abrir a porta, rindo...

sábado, 10 de abril de 2010

If man is five, and the devil is six...then God is seven!


Eu tenho a sorte de ter grandes amigas.
Dentre elas, algumas são mais que amigas.
E ainda, dentre essas, uma me foi apresentada como irmã. Ela não nasceu na minha casa, mas a apenas duas casas distante da minha. Eu a conheço desde que ela nasceu e diferente de irmãs de sangue, estamos juntas até hoje porque assim escolhemos. Nenhum laço de sangue nos obrigou a isso, nenhuma festa de família nos une.
Estamos juntas porque queremos.

Essa minha amiga está grávida de seu segundo filho. Eu o chamei de João, sem ao menos saber se era um menino. Agora sei ser um menino, e eu o chamo de João. O João (que eu não sei se terá esse nome) é irmão do Pedro. Eu o quero bem. Eu quero bem ao Pedro. Eu quero bem ao pai do Pedro e do João.
Eu quero bem a todos os que fazem parte da vida dela.

Ontem fiquei sabendo que minha amiga foi internada, por causa de uma infecção. Nada grave, mas ainda assim ela teve que ser internada.
Falei com ela dois dias antes e ela comentou sobre essa possibilidade.
Quando liguei para ela no dia seguinte, a ligação caiu na caixa postal e eu deixei recado. Ela já estava internada e eu não sabia.
Ontem liguei de novo, ela atendeu e me contou que estava no hospital.
Eu disse a ela que iria ao hospital e ela me disse que não precisava.

Antes do dia acabar, fiquei pensando em como somos diferentes.
Se eu estivesse internada, eu teria ligado para ela e feito de tudo para que ela fosse me ver no hospital.
Ela não me ligou e como sempre, disse que ir visitá-la seria uma chateação e que eu não precisava fazer isso.

Ontem foi sexta feira e choveu o dia todo. À noitinha fomos todos visitá-la no hospital. Claro que pegamos um trânsito infernal e demoramos um monte para chegar.

Minha amiga riu, porque tinha certeza que eu iria.
Se eu estivesse internada, ela iria também.

Somos tão diferentes mas caminhamos, durante toda a nossa vida, sobre o mesmo trilho.
Nossas pegadas, muitas vezes, se confundem.

E não havia nada que eu pudesse fazer a não ser ir vê-la. Mesmo não sendo nada grave não pensei, nem por um segundo, em não ir vê-la.

Porque caminhamos sobre o mesmo trilho e quando há nuvens sobre a cabeça dela, há nuvens sobre a minha também.